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14 de jun. de 2019

Os Ombros Suportam o Mundo

Pintura: Diego Rivera

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
tempo de absoluta depuração.
tempo em que não se diz mais: meu amor
porque o amor resultou inútil.
e os olhos não choram.
e as mãos tecem apenas o rude trabalho.
e o coração está seco.

Em vão mulheres batem á porta, não abrirás.
ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
és todo certeza, já não sabes sofrer.
e nada espera de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
e ela não pesa mais que a mão de uma criança.
as guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
chegou um tempo que não adianta morrer.
chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
a vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade ''Os Ombros Suportam o Mundo'' do Livro "Sentimento do Mundo")

8 de jun. de 2019

R.E.M by Kbsa

Capa do CD - Leo Canãa

Você pode nada conhecer do R.E.M, mas, com certeza, já escutou pelo menos três sucessos  sem saber: Quem nunca ouviu "Losing my religion", "Everybody hurts" e "Man on the Moon"? A coletânea R.E.M by Kbsa chega com 21 músicas de uma das maiores bandas do rock alternativo americano entre o período de 1983-2011, início e fim desta bandaça. 
Munição Sonora já!!!

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2 de jun. de 2019

CD da CABEÇA

Capa do CD

Chegando com a segunda coletânea pessoal da série "Capas de CDs", com o CD da Cabeça. Se o "CD da Boca" disponibilizado aqui anteriormente, tem uma pegada MPB, este CD tem 19 músicas de artistas e bandas com o melhor do pop/rock nacional atual. São eles: A Banda Mais Bonita da Cidade, Cérebro Eletrônico, Duda Brack, Bruno Souto, Rafa Barreto, Nuda, Variantes, Letuce, Androide Sem Par, Carne Doce, Dillo, Devise, Pública e Volver. 
Munição Sonora Já!!!

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29 de mai. de 2019

Clube da Esquina [1972]

Capa do CD

Se tivesse que escolher apenas um CD para levar comigo para plutão, este trabalho estaria concorrendo fortemente para este fim. Juntamente com a Tropicália, o Clube da Esquina é considerado como o movimento musical brasileiro que alcançou maior ressonância internacional no período pós bossa nova. O Clube era na verdade um fino coletivo de artistas mineiros, capitaneados por Milton Nascimento e Lô Borges que sacudiu (e ainda sacode) a música nacional. Este álbum de 1972 é poderoso do início ao fim, fundamentando-se em uma sinergia de rock'n roll, bossa nova, jazz, rock progressivo, influências de música caipira e clássica tornando-o, sem dúvida nenhuma, uma das maiores criações artísticas em terras tupiniquins. O Clube teve uma reunião novamente em 1978, o altamente recomendado álbum duplo "Clube da Esquina 2".
Precisamos de mais músicos do que de soldados!
Munição Sonora Já!

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20 de mai. de 2019

O que significa Bolsonaro no poder


POR JESSÉ SOUZA*10/05/2019
Bolsonaro e sua penetração na banda podre das classes populares foi útil para vencer o PT, mas é tão grotesco, asqueroso e primitivo que governar com ele é literalmente impossível.

A eleição de Jair Bolsonaro foi um protesto da população brasileira. Um protesto financiado e produzido pela elite colonizada e sua imprensa venal, mas, ainda assim, um "protesto". Uma sociedade empobrecida – cheia de desempregados, de miseráveis e violência endêmica, cujas causas, segundo a elite e a grande imprensa que a mantém, é apenas a "corrupção política" – elege o mais nefasto político que os 500 anos de história brasileira já produziu. Segundo a imprensa comprada, a corrupção é, inclusive, culpa do PT e de Lula manipulando a informação e criando uma guerra entre os pobres. Sem compreender o que acontece, a sociedade como um todo é manipulada e passa a agir contra seus melhores interesses.

A única classe social que entra no jogo sabendo o que quer é a elite de proprietários. Para a elite, o que conta é a captura do orçamento público via "dívida pública" e juros extorsivos, e ter o Estado como seu "banco particular" para encher o próprio bolso. A reforma da previdência é apenas a última máscara desta compulsão à repetição. Mas as outras classes sociais, manipuladas pela elite e sua imprensa, também participaram do esquema, sempre "contra" seus melhores interesses.

A classe média real entrou em peso no jogo, como sempre, contra os pobres para mantê-los servis, humilhados e sem chances de concorrer aos privilégios educacionais de que desfruta. Os pobres entraram no jogo parcialmente, o que se revelou decisivo do ponto de vista eleitoral, pela manipulação de sua fragilidade e pela sua divisão proposital entre pobres decentes e pobres "delinquentes". Esses dois fatores juntos, a guerra social contra os pobres e entre os pobres, elegeram Bolsonaro e sua claque.

Foi um protesto contra o progresso material e moral da sociedade brasileira desde 1988 e que foi aprofundado a partir de 2002. Estava em curso um processo de aprendizado coletivo raro na história da sociedade brasileira. Como ninguém em sã consciência pode ser contra o progresso material e moral de todos, o pretexto construído, para produzir o atraso e mascará-lo como avanço, foi o pretexto, já velho de cem anos, da suposta luta contra a corrupção. Sérgio Moro incorporou esta farsa canalha como ninguém.

A "corrupção política", como tenho defendido em todas as oportunidades, é a única legitimação da elite brasileira para manipular a sociedade e tornar o Estado seu banco particular. A captura do Estado pelos proprietários, obviamente, é a verdadeira corrupção que, inclusive, a "esquerda" até hoje, ainda sem contradiscurso e sem narrativa própria, parece não ter compreendido.

Agora, eleição ganha e Bolsonaro no poder, começam as brigas intestinas entre interesses muito contraditórios que haviam se unido conjunturalmente na guerra contra os pobres e seus representantes. Bolsonaro é um representante típico da baixa classe média raivosa, cuja face militarizada é a milícia, que teme a proletarização e, portanto, constrói distinções morais contra os pobres tornados "delinquentes" (supostos bandidos, prostitutas, homossexuais, etc.) e seus representantes, os "comunistas", para legitimar seu ódio e fabricar uma distância segura em relação a eles.

Toda a sexualidade reprimida e todo o ressentimento de classe sem expressão racional cabem nesse vaso. O seu anticomunismo radical e seu anti-intelectualismo significam a sua ambivalente identificação com o opressor, um mecanismo de defesa e uma fantasia que o livra de ser assimilado à classe dos oprimidos. Olavo de Carvalho é o profeta que deu um sentido e uma orientação a essa turma de desvalidos de espírito.

É claro que Bolsonaro é um mero fantoche ocasional das elites brasileira e americana. Quando ele volta de mãos vazias dos Estados Unidos, depois de dar sem qualquer contrapartida o que os americanos nem sequer tinham pedido, a única explicação é que ele estava lá como sujeito privado e não como presidente de um país. Como sujeito privado, é bem possível que ele estivesse pagando, com dinheiro e recursos públicos, os gastos de campanha até hoje secretos e sem explicação. Mas é óbvio que sua campanha foi feita e muito provavelmente financiada pelos mesmos que fizeram e bancaram a campanha de Trump.

O seu discurso de ódio era o único remédio contra a volta do PT ao poder. E como a elite e sua imprensa querem o saque do povo, e para isso se aliam até ao diabo, ou pior, até a Bolsonaro, sua escolha teve este sentido. O ódio, por sua vez, é produzido pela revolta de quem não entende por que fica mais pobre e a única explicação oferecida pela imprensa venal é o eterno "bode expiatório" da corrupção política. Mas a corrupção política era a forma, até então, como se manipulava a falsa moralidade da classe média real. Como se chega com esse discurso manipulador também nas classes baixas? O voto da elite e da classe média no Brasil não ganha eleição nenhuma. Este é um país de pobres.

A questão interessante passa a ser como e por que setores das classes populares passaram a seguir Bolsonaro e permitiram sua eleição. Para quem Bolsonaro fala quando diz suas maluquices e suas agressões grosseiras? Ele fala, antes de tudo, para a baixa classe média iletrada dos setores mais conservadores do público evangélico. Este público que ganha entre dois e cinco salários mínimos é um pobre remediado que odeia o mais pobre e idealiza o rico. O anticomunismo, por exemplo, tem o efeito de irmanar este pobre remediado com o rico, já que é uma oportunidade de se solidarizar com o inimigo de classe que o explora e não com seu vizinho mais pobre com quem não quer ter nada em comum. Isso o faz pensar que ele, em alguma medida, também é rico – ou em vias de ser –, já que pensa como ele.

O anti-intelectualismo também está em casa na baixa classe média. Isso é importante quando queremos saber a quem Bolsonaro fala quando ataca, por exemplo, as universidades e o conhecimento. A relação da baixa classe média com o conhecimento é ambivalente: ela inveja e odeia o conhecimento que não possui, daí o ódio aos intelectuais, à universidade, à sociologia ou à filosofia. Este é o público verdadeiramente cativo de Bolsonaro e sua pregação. É onde ele está em casa, é de onde ele também vem. Obviamente esta classe é indefesa contra a mentira institucionalizada da elite e de sua imprensa. Ela é vítima tanto do ódio de classe contra ela própria, que cria uma raiva que não se compreende de onde vem, e da manipulação de seu medo de se proletarizar. Quando essas duas coisas se juntam, o pobre remediado passa a ser mais pró-rico que o Dória.

A escolha de Sérgio Moro foi uma ponte para cima com a classe média tradicional que também odeia os pobres, inveja os ricos e se imagina moralmente perfeita porque se escandaliza com a corrupção seletiva dos tolos. Mas, apesar de socialmente conservadora, ela não se identifica com a moralidade rígida nos costumes dos bolsonaristas de raiz, que estão mais perto dos pobres. Paulo Guedes, por sua vez, é o lacaio dos ricos que fica com o quinhão destinado a todos aqueles que sujam as mãos de sangue para aumentar a riqueza dos já poderosos.

Os primeiros meses de Bolsonaro mostram que a convivência desses aliados de ocasião não é fácil. A elite não quer o barulho e a baixaria de Bolsonaro e sua claque, que só prejudicam os negócios. Também a classe média tradicional se envergonha crescentemente do "capitão pateta". Ao mesmo tempo, sem barulho nem baixaria Bolsonaro não existe. Bolsonaro "é" a baixaria. Sérgio Moro, tão tolo, superficial e narcísico como a classe que representa, é queimado em fogo brando, já que o Estado policial que almeja, para matar pobres e controlar seletivamente a política, em favor dos interesses corporativos do aparelho jurídico-policial do Estado, não interessa de verdade nem à elite nem a seus políticos. Sem a mídia a blindá-lo, Sérgio Moro é um fantoche patético em busca de uma voz.

O resumo da ópera mostra a dificuldade de se dominar uma sociedade marginalizando, ainda que em graus variáveis, cerca de 80% dela. Bolsonaro e sua penetração na banda podre das classes populares foi útil para vencer o PT, mas é tão grotesco, asqueroso e primitivo que governar com ele é literalmente impossível. A idiotice dele e de sua claque no governo é literal no sentido da patologia que o termo define. Eles vivem em um mundo à parte, comandado pelo anti-intelectualismo militante, o qual não envolve apenas uma percepção distorcida do mundo. O idiota é também levado a agir segundo pulsões e afetos que não respeitam o controle da realidade externa. Um idiota de verdade no comando da nação é um preço muito alto até para uma elite e uma classe média sem compromisso com a população nem com a sociedade como um todo. Esse é o dilema do idiota Jair Bolsonaro no poder.
*Jessé Souza é sociólogo, professor universitário, pesquisador e escritor brasileiro. Autor de os best-sellers "A Elite do Atraso" e "A Classe Média no Espelho".

Roy Orbison [60]

Capa do CD - Roy Orbison [60]

Quem nunca ouviu "Oh, Pretty Woman" não é deste planeta! Mesmo que você não saiba de quem é a música, sabe que ela existe. Uma das canções mais influentes dos anos 60 e do cinema internacional ("Uma linda Mulher" com Julia Roberts) é de Roy Kelton Orbison, o "The BIG O" como era conhecido. Roy foi um cantor e compositor estadunidense dos mais influentes de sua geração, pioneiro do rock'n roll e influenciador de um monte de artistas dos anos 60 e 70 em todo o mundo.  No Brasil, a Jovem guarda, por exemplo, se embebedou de Orbison, assim como artistas do porte de Raul Seixas e Mutantes.
Quase no fim da vida, em 1988, Roy ainda participou de um encontro histórico e icônico com Bob Dylan, Tom Petty, George Harrison e Jeff Lyne (o "Traveling Wilburys"), mas morreu antes de sair o trabalho gravado pelo supergrupo, além de um trabalho próprio "Mistery Girl" que foi considerado um dos melhores discos da carreira e dos anos 80.
Esta coletânea pessoal abrange 14 sucessos dos anos 60.
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11 de mai. de 2019

Os Cebollitas

Pintura em um prédio de Nápoles (ITA) em homenagem a "Dom Diego"

Foi em 1973. Jogavam as equipes infantis de Argentinos Juniors e River Plate, em Buenos Aires. 
O número 10 do Argentinos recebeu a bola de seu goleiro, evitou o beque central do River e começou a corrida. Vários jogadores foram ao seu encontro: passou a bola por fora de um deles, entre as pernas do outro, e enganou mais um de calcanhar. Depois, sem parar, deixou paralisados os zagueiros e botou o goleiro caído no chão, e se meteu caminhando com a bola na meta rival. No campo tinham ficado 7 meninos fritos e quatro que não conseguiam fechar a boca. 
Aquela equipe de garotinhos, Os Cebollitas, estava invicta há cem partidas e tinha chamado a atenção dos jornalistas. Um dos jogadores, Veneno, que tinha treze anos, declarou:

" _ Jogamos para nos divertir. Nunca vamos por dinheiro. Quando entra dinheiro, todos se matam para ser estrelas, e então chega a hora da inveja e do egoísmo".

Falou abraçado ao jogador mais querido de todos, que também era o mais alegre e o mais baixinho: Diego Armando Maradona, que tinha doze anos e acabava de fazer aquele gol incrível.
Maradona tinha o costume de pôr a língua para fora quando estava em pleno impulso. Todos os seus gols tinham sido feitos com a língua de fora. De noite dormia abraçado com a bola e de dia fazia prodígios com ela. Vivia numa casa pobre de um bairro pobre e queria ser técnico industrial.

(Eduardo Galeano - "Futebol ao Sol e à Sombra" Página 137)

6 de mai. de 2019

IRON & WINE by Kbsa

Capa do CD: Eugene Michel

O Iron & Wine é uma baita banda de folk-rock dos anos 2000 de um cara que chama Sam Beam. Além da voz do cara ser muito legal, as músicas do Iron & Wine são bem arranjadas, grudando nas primeiras ouvidas. Esta coletânea pessoal abrange o período de 2002 a 2019 com 20 canções desta bandaça.
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1 de mai. de 2019

Acerto de Contas com Paulo Vanzolini - Volume Especial [2003]

Ilustração: Kino

Com o lançamento do songbook Acerto de Contas com Paulo Vanzolini –que contempla 4 CDs e 52 canções de seu repertório–, a gravadora Biscoito Fino nos presenteou com uma obra referencial.  Os intérpretes que participam do tributo foram escolhidos pelo próprio compositor: Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Martinho da Vila, Eduardo Gudin, Inezita Barroso, Virgínia Rosa, Paulinho Nogueira, Márcia, Trovadores Urbanos. Da família Buarque de Hollanda participam todos os cantores: Chico Buarque, Cristina, Miúcha, Piií, Ana de Hollanda. O time dos músicos que tocam nas faixas é composto por "cobras" da madrugada paulistana, músicos acostumados a passar noites em claro ao redor de uma mesa de bar no bairro do Bixiga, do Brás ou da Barrafunda. Vanzolini fez questão de levar para o estúdio seus amigos de boemia: João Macacão, Zé Barbeiro, Izaías do Bandolim, Luizinho 7 Cordas, Ítalo Perón, entre outros. O resultado é verdadeiro, informal e emotivo, deixando o coração da gente escancarado durante a audição (Bruno Ribeiro). 
Vanzolini, além de compositor, foi referencial zoólogo e um dos fundadores da FAPESP , referência em pesquisa científica no Brasil. Morreu em 2013.
Este CD com 19 músicas é uma compilação das melhores do Songbook.
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Precisamos de mais músicos do que soldados!

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18 de abr. de 2019

Coladera [2014]

Capa do CD - Coladera [2014]

Espetacular projeto musical, o Coladera é a reunião de 03 músicos sensacionais, sendo dois brasileiros (o violinista Vitor Santana e o grande percussionista Marcos Suzano), além de João Pires, músico de Cabo Verde, antiga colônia portuguesa na África. O estilo do projeto foi chamado à época do lançamento de "Lusofonia" ao misturar as tradições musicais de Portugal, Brasil e Cabo Verde, trazendo uma fantástica musicalidade em 10 pérolas autorais.
Precisamos de mais músicos do que de soldados!
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17 de abr. de 2019

O Homem em Sociedade

Pintura - George Grosz (1926)

" Não é raro encontrarmos cópias de homens importantes; e, como no caso das pinturas, a maioria das pessoas preferem as cópias aos originais"

" A melhor maneira de ajudar pessoas muitas embaraçadas, de tranquiliza-las, consiste em elogiá-las firmemente"

" Os médicos mais perigosos são os que, atores natos, imitam o médico nato com o perfeito dom de iludir"

" Consideramos ofensas as cortesias de pessoas que não amamos"

" Pessoas que nos dão toda a sua confiança acreditam, com isso, ter direito à nossa. É um erro de raciocínio; dádivas não conferem direitos"

" Quem não sabe pôr no gelo seus pensamentos não deve se entregar ao calor da discussão"

" Os familiares de um suicida não lhe perdoam não ter ficado vivo em consideração ao nome da família"

"Poucos são aqueles que, estando embaraçados por falta de temas para a conversa, não revelam os assuntos secretos dos amigos"

" Dar razão ou não ao outro numa conversa, é puramente questão de hábito: as duas coisas fazem sentido"

" Ninguém agradece ao homem de espírito sua cortesia, quando ele se adapta a um grupo de pessoas no qual não é cortês mostrar espírito"

"Em várias pessoas, o dom de ter bons amigos é muito maior que o dom de ser um bom amigo"

(Friedrich NIETZSCHE - " O homem em sociedade - Trecho do Livro Humano Demasiado Humano")

11 de abr. de 2019

Bem Bluesão Bão #2

Capa do CD "Bem Bluesão Bão II"

Chegando a segunda coletânea do projeto Bem Bluesão Bão, que busca trazer artistas e bandas contemporâneas cantando e tocando blues. São 18 blues com a presença de Buddy Guy, Lucinda Williams, Giles Robson, Ben Harper & Charles Musselwhite, The Rolling Stones, Ben Green, Inna Forsman, Shemekia Copeland e Muddy Waters 100, The Blind Boys Of Alabama, Keith Richards, Leanne Faine e Muddy Waters 100, Gary Clark Jr., Lurrie Bell, Don Bryant e Maria McKee.
Munição sonora Já!!!!

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4 de abr. de 2019

The Black Crowes by Kbsa

Capa do CD - Victo Ngai

Baita banda de rock, The Black Crowes é completamente desconhecido em terras tupiniquins. Esta coletânea pessoal visa mostrar como a banda dos irmãos Chris e Rich Robinson é fudida de boa. No CD há 20 petardos do período 1990/2009 - último trabalho oficial. Mesmo pegando emprestado todo o revival dos anos 70, o Black Crowes conseguiu imprimir um som próprio e marcante. Os irmãos estão brigados, quem sabe um dia a banda volta a tocar... 
Munição Sonora Já!!!!

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30 de mar. de 2019

Digital de um Negro

Foto: Imagem de Miles Davis

Olhando daqui de noite, a cidade parece até um mistério cativante, um segredo escondido. Mas, sabemos, que não há segredo e mistério algum. A cidade quer comer o seu rabo mané! Selva de Pedra, cantou Bob. Aqui existem os predadores e explorados, nesta loucura total. Sério Celinho, se pudesse, ia morar na lua com certeza. No mundo, tá tudo imundo. Qualquer dia um maluco explode com isto tudo.
-Ah Joca, vê se me esquece. Estou tentando falar com a Luana aqui, aquela do AP 222 que te falei lá da igreja evangélica do General. Consegui o número dela e tô entrando em todos os canais da gatinha.
- Cadê sua mãe Celinho?
- Ora, foi trabalhar no outro turno de trabalho. Chega de madrugada. Você sabe. Porque tá me perguntando?
- Nada.
- Ô Joca, porque você não relaxa um pouco? Vamos ao baile black da Quadra 19 ou no Funk dos Sisudos? Cadê aquela gatinha que tava saindo, a Roseta?
- Ô Celinho, ah, deixa pra lá...

(Após alguns segundos)

- Celinho, hoje tive que fugir da polícia na rodoviária central. Não sabia por quê. Parece que me confundiram com um moleque que roubou uma loja de celular. Quase fui pego. Foram uns 20 minutos de correria. E eu, cheio de livros na mochila. Os caras tão de sacanagem...
- E por que não parou Joca e explicou pros gambés?
- Você também tá de sacanagem! Porque eu sou negro moleque. A digital de um negro cobre a de qualquer outro negro.
(Leo Canãa)

27 de mar. de 2019

DJAVAN [XXI]

Foto da capa - Ana Clara Giordano

Djavan é muito classudo! É um dos músicos mais inventivos e populares da música brasileira, com uma vasta carta de sucessos atemporais para cantar por horas e horas. Este é um verdadeiro mito! Mas, Djavan não vive do passado. A prova do gosto pelo futuro é esta sensacional coletânea pessoal da série "XXI" que valoriza o trabalho deste século de artistas e bandas consagradas. No caso de Djavan, o CD conta com 21 canções espetaculares do período de 2000-2019. 
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11 de mar. de 2019

ESTAÇÃO DA LUZ #1

Capa do CD:  Daniel Melin - Mural da Luz

Os personagens e lugares característicos da maior metrópole do Brasil e da América Latina estão aqui nesta baita coletânea pessoal que homenageia a cidade de São Paulo. Estação da Luz #1 é composta por 22 músicas de artistas que compõem a nata musical da capital e por que não do Brasil. Os artistas aqui inseridos fazem contribuições mútuas em vários trabalhos e músicas desta coletânea. 
Presentes nesta coletânea estão: Juçara Marçal, Ná Ozzetti, Kiko Dinucci, Rômulo Fróes, Elza Soares, Passo Torto, Thiago França, Douglas Germano, Pélico, Rodrigo Campos, Tulipa Ruiz, Vicente Barreto, Sambas do Absurdo, Jards Macalé, Metal Metal e Curumin.

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27 de fev. de 2019

Teresa Cristina & Grupo Semente - A música de Paulinho da Viola [2002]

Capa do CD

Paulinho da Viola é patrimônio cultural do Brasil!
Interpretação fantástica e corajosa da diva do samba Teresa Cristina e do Grupo Semente das obras imortais deste mestre da música tupiniquim. Este disco duplo faz parte de um seleto grupo de CDs que tem história afetiva e familiar e que são ouvidos constantemente aos sábados, domingos e/ou feriados. Para quem não conhece a obra de Paulinho da Viola e a grande intérprete e cantora Teresa Cristina; tem-se uma entrada e tanto.
"...dinheiro na mão é vendaval, na vida de um sonhador...dinheiro na mão é solução e solidão". Grandioso e eloquente!
Munição sonora já!!!

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22 de fev. de 2019

Alceu Valença- Ciranda Mourisca [2009]

Capa do CD
Grande Alceu Valença! 
Este disco é uma repaginada em 12 músicas antigas de carreira, lançados em trabalhos anteriores, sem nenhuma relevância discográfica- os famosos " lado B". Com  concepção e arranjos inspirados na cultura árabe, influente na música feita no nordeste deste o tempo de Pedro Álvares Cabral, o trabalho de 2009 fez estas versões submergirem como um material relevante e poderoso, dando de presente aos ouvintes pérolas lapidadas e esquecidas da obra do mestre.
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19 de fev. de 2019

REVOLUCIDANÇA #1

Capa do CD: Johanna Meunier

Chegando com a Coletânea pessoal Revolucidança #1 detonando com tudo em 19 músicas da Black Music contemporânea internacional. A força, a sensibilidade, a ginga, a alegria, a revolta e o poder da música negra nesta coletânea sensacional.
As bandas e artistas presentes nesta coletânea são: Lee Fields & The Expressions, Charles Bradley, Durand Jones & The Indications, Benjamin Clementine, Allen Stone, Chance The Rapper, Michael Kiwanuka, Lenny Kravitz, The Meltdown e Kanye West.
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11 de fev. de 2019

Mark Knopfler [XXI]

Capa do CD - Mayanne França

Sensacional coletânea pessoal do ex-vocalista,  guitarrista e líder da lendária Banda Dire Straits, Mark Knopfler. São 20 músicas para o Projeto "XXI", que valoriza o trabalho deste século de renomados músicos internacionais e nacionais.
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