"... Ó Deus, Poderoso Gângster,quero estar junto a ti,por temor e por temer-me.Estou assustado com o que estou vendo,com o que estou vivendo,com o que estou sonhando...Preciso de MUNIÇÃO,Preciso de MUNIÇÃO, Preciso de MUNIÇÃO" (Luiz Melodia - Poderoso Gângster)
27 de mai. de 2015
Águias de Origem
Um certo gozo dos anjos
Com nome de Augusto dos homens
Despindo a Terra como os soldados
Que ávidos cortam a cabeça das dúvidas
Se o fato expressivo, absoluto, nos trazem dívidas
e pior, escondem a certeza dos vermes e a mão do imaginário
Como ficam as perguntas, os beijos, as rosas, o escarro
Este homem, que conquistou a flor e o demônio
A mão direita do céu e dos plutônios
O parto da alma e o ferrão da linguagem
...pudera ser o medo uma miragem
e os pés, águias de origem (L.C)
Preparação das Ofertas
Pintura de Francisco Rizi, 1600 e alguma coisa...
Na noite que iria ser jogado aos cães
olhou para trás, deu um sorriso
e sem um pingo de compaixão
viu que estava perdido
Olhou para seus réus e pensou na coerção
Na física e nas metas, nos filhos e conhecidos
Percebeu o chão da prisão
Na noite anterior,lembrou:
"A arrogância é a máscara mais banal da covardia"¹
Depois de um injusto não
Deu graças por viver, lembrou de seu pai tabelião
Um passo para frente e o abismo
Havia próximo o perigo, o desconhecido, desprovido
Percebeu que estava próximo então
Elegeram os navegantes para não sujar as mãos dos governantes
Como se o mundo fosse melhor por fazer homens morrer
Por seus sonhos matar, por sua honra ofender
Por suas mãos lavar (L.C)
¹EPITECTO
22 de mar. de 2015
27 de jan. de 2014
Os Sons que os Homens não Ouvem (Final)
" O PRIMEIRO SOM É DA VIDA
O SEGUNDO SOM É DA FOME
O ÚLTIMO SOM É DA MORTE"
caixa de som - LC
Os Sons que os Homens não Ouvem (parte 8)
Os Sons que os Homens Não Ouvem Mais
“...tudo que é vida faz o seu som...mas nem
sempre de onde há som tem vida”
“Se não enxergam como vão sentir?
Se conquistam como podem deixar?”
“...tudo que é vida tem fome e tem som”
“ se não amam, como podem ouvir?
Se dominam, como vão cooperar?
Se o som do silêncio faz música és livre.
Os Sons que os Homens não Ouvem (parte 7)
ODE
AO SOM
“PARA
MUITOS HOMENS, O PIOR CASTIGO É O SOM DA SOLIDÃO”
“O
INFERNO PODE SER UM VIZINHO COM UM SOM LIGADO”
FIZ
DA MÁQUINA O MEU PULSO
E DO RELÓGIO O MEU SOM
Os Sons que os Homens não Ouvem (Parte 6)
O sangue do Som
Na
cidade, em cada parte
Toca
um som
Risco
de vida; gosto de intensidade.
TUDO
QUE É VIVO TEM SOM
TUDO
QUE É VIVO PRODUZ UM SOM
HÁ
DE SE DISTINGUIR OS SONS QUE OS HOMENS OUVEM
E
O SOM QUE OS MESMOS PRODUZEM
HÁ
DE SE DISTINGUIR O SOM QUE VEM DOS HOMENS E DA NATUREZA
SÓ
APARTIR DAÍ SABEREMOS E VEREMOS O SANGUE DO SOM
O SILÊNCIO É UM SOM QUE SE
CONQUISTA
O SILÊNCIO É O SOM DA LIBERDADE
A ALTURA DO SOM PODE CAUSAR OS MAIS
SÉRIOS CONFLITOS HUMANOS
O
SOM É PRIMEIRO ELO DA EXISTÊNCIA
O
sangue do som vem da vida.
Os Sons que os Homens não Ouvem (parte 5)
O Solo do Som
“ O som que é bom toca um certo tom no seu
coração”
“ Saber ouvir: Eis o dilema!”
“O homem produz sons, mas também produz surdez.
Os sons que os homens não ouvem são aqueles que permitem ao mesmo homem que voe”
“Diga o que tu ouves, direi quem tu és"
Os Sons que os Homens não Ouvem (parte 4)
Memorial
da Surdez
Que parecem sons de máquinas
Sons de máquinas
Que parecem com de gente
Sons de gente não se ouvem mais
As tuas falas quando saem não são ouvidas na multidão
Sons de máquinas
Que parecem cada vez mais humana
Som humano é cada vez mais som de máquina
Som para trazer emoção
Diz o homem: esse não, esse não.
As tuas dores, alegrias, conquistas,
perdas não são ouvidas
Um homem ignorado é pior que um homem morto
(ele
sai louco, esbarrando nos homens e nos concretos todos, perguntando se está morto e todos
ficam em silêncio).
22 de jan. de 2014
Os Sons que os Homens não Ouvem (Parte 3)
Áudio Mudo
(O Som da fome é insuportável)
(O som do céu é o som da
floresta)
(O som da vida faz
barulho)
(O céu do som é que
conforta)
(O Som da miséria é pesado)
(O som de dentro é de
cada um)
(O som do medo, mais do
que medo)
(O som do seio no
instante em que o bebê procura vida além do berço)
(O Som da esperança é de embalar)
(o som das pessoas é aberto)
(O som do encontro imediato
do confronto, dos exércitos dos
homens que não ouvem)
(O som guardado ao
encontrar uma pessoa que te desperta para aquilo que nos transforma)
(o som cortante é da surdez
para o amor)
Os Sons que os Homens não Ouvem (Parte 2)
(Parte
pós Sono Sonoro)
O
som das máquinas
Império
dos surdos
O
som do silêncio incomoda
E
todos falam, falam, falam
A
relação humana é possível de ser vista e ouvida
Basta
ir a uma praça pública no centro de São Paulo
O
som múltiplo das muitas línguas e aqueles reconhecidos por qualquer mente em qualquer
lugar
O
Som único é o sim da natureza
E
o som fúnebre é de uma chamada de senha
O Som da indiferença toca em todas as casas
Os
sons que os homens não ouvem
-
E o que é que o homem ouve?
Ninguém
responde (Um silêncio na boca, uma certeza nos olhos)
Mas
eu garanto que se um sino da igreja ou de dinheiro acontecer
Todos
param
Os Sons que os Homens Não Ouvem (Parte 1)
O Som
É um coração batendo, cê não está ouvindo?
É
um choro de fome, isso não te incomoda?
É
um choro de vida, que pede lar e comida
E
para o ouvido do homem é som que não tem prova
O
abandono movimentado do centro da cidade
E
o som da molecada ao bater do sino da escola
O som do consolo que a palma da mão faz nas costas
E o som do coração quando se é ignorado
Vem um menino fazendo um som de rua
Não é tamanho de gente
E
tem um tamanho...
É
um grito de desespero e você está aqui?
É
um grito de liberdade, o que é isso?
O
som da arma, quando toca na carne
O
som da terra quando o sonho bate
O
som da música quando a filha chega
O
som do carinho na pele dos olhos
O
som do sax ao pé do ouvido
O
som da criança ao nascer do universo
O
som do bisturi ao cortar o cordão
Que
liga o filho e mãe e a união
O
som do sonho que o agricultor vai pensando
Fazendo
o berço da semente, ao pé de tua idade
O
Som apropriado para cada descoberta ou levante
Levante-se ao som de Tim Maia.
11 de nov. de 2013
24 de out. de 2013
Ana de Santarém que não Ama Ninguém
Pablo Picasso - Mulher Chorando (1937)
Ana, se disserdes agora
que me ama
Não acreditaria,
nem gostaria
De viver a tua
sombra, lembrança, mesmo moradia
Não amas ninguém
Ana
Se disserdes neste
momento que me quer agora na cama
Não sei se
sucumbiria ou teria gana
Que o amor dure
até se dizer não a pessoa que mais ama
Ninguém amou tanto
Ana como eu
Ninguém foi tão
capacho de Ana como eu
Ninguém foi capaz
de amar Ana como eu
Cheguei até num
discurso no boteco do Célio
Dizer que Ana me
levava a sério e que seria por séculos e séculos
Até fazia mercado
de manhã para comprar baixaria
Que ela gostava
com margarina
Até deixei de
procurar a noite, as festas.
A Estér do
Apartamento 23 e a Fátima da reza
Deixei de mendigar
vintém, fazia a compra do mês
Arrumei trabalho,
deixei o encontro de carimbó e a cana também
E você Ana, o que faz e o que fez?
E você Ana, o que faz e o que fez?
Ana de Santarém
não ama ninguém
Quem não tem
ninguém
Nada tem
Quem não ama
ninguém
Não se tem
Quem não se ama Ana
Ninguém tem
15 de jul. de 2012
100 Riffs da História do Rock'n Roll
Depois de ver este filme rola muita vontade de tocar guitarra. O cara deu uma passada em alguns dos mais legais riffs de guitarra da história do rock. É claro que faltou muita coisa. Mas aí, cada um de nós deveria saber tocar a sua e os riffs que gosta não é?
Como a grande maioria não sabe, vamos curtir que é bão demais!
Viva o Rock!!!
17 de mai. de 2012
A mulher do Pinduca
Pintura: Paula Rego
Uma mulher vem chegando rapidamente, tropeçando na esburacada rua, esbarrando nas pessoas no calçadão popular, com lágrimas escorrendo em um dos olhos já que o outro, o esquerdo, o inchaço causado por uma pancada fizeram com que as lágrimas ficassem estancadas como água de represa prestes a estourar. No caminho que faz até o Bar do Pinduca, que é seu marido, percebe-se que fala coisa com coisa, xinga, promete vingança e até lembra da sua mãe (que também tinha cotidiano marcado pelas barreiras impostas não somente aos olhos). Para as pessoas do bairro, que imediatamente se atentaram para o que estava ocorrendo, a cena de uma mulher na rua aos prantos sempre foi incomum, mesmo que, soubessem, que no escuro da noite e no dia de qualquer ódio, isto fazia parte da rotina desta e de outras mulheres. Aquele momento era o momento da libertação, do cansaço e do fim da escravidão e do medo. Assim, por onde ela passava, as pessoas acompanhavam-na timidamente atrás de seus passos, sabedoras estas que estavam diante de um caso grave ocorrido. E o povo querendo fuxico. Poucas ou nenhuma destas pessoas estavam preocupadas com alguma justiça a ser feita. Queriam mesmo é ver a desgraça alheia sendo telespectadores de sua sutil tirania.
A mulher, agora a poucos passos da entrada do bar, percebeu que não sabia o que ali iria fazer, o que falar. Era como se estivesse sonhando e neste momento tomasse consciência dos fatos ali e agora. Parou a 100 metros da porta, na calçada do outro lado da rua. As pessoas falavam baixo e discretamente. Dois homens, inclusive, apostaram uma rodada de cerveja sob o resultado do confronto e independente do ganhador, a cerveja seria tomada no bar do Pinduca com o próprio dono do estabelecimento.
A mulher, ainda parada, com a respiração agitada, parecia agora presa nos pensamentos contraditórios; de um lado, o ódio derramado pelo estouro de uma represa e, de outro, o medo, não só das pancadas , mas de ser deixada ao léu, como uma mendiga de um dia para a noite, já que não tinha dinheiro nem ocupação. Indagou-se sobre o amor que sentia pelo marido. Não sabia responder. Vieram muitas lembranças do rio corrente da memória: o namoro na adolescência, o primeiro beijo, o casamento e o nascimento do filho, as surras de chicote, os socos na cara, a perseguição, os murros na porta trancada, a violência do mundo nos punhos daquele pobre homem. O amor não foi suficiente. Os anos de violência pesaram. Ela estava ali; machucada, duvidosa, ferida, carente e cansada em frente ao bar.
Ainda sem saber a decisão a ser tomada foi surpreendida por um grito de alguém estimulando-a a partir para cima, fazer alguma coisa. No mesmo instante, sem ela perceber, o marido já estava bem a sua frente. Esperou alguma ação por parte da mulher, mas nada acontecia. Nele havia uma raiva por ela ter publicamente mostrado o que acontecia em casa.
Esperou mais um pouco e nada. Os olhares dos dois diziam claramente o que estava contido nos pensamentos de cada um, numa troca de confidências sincera, como outra não poderia ser. O olhar da mulher foi se mostrando como um misto de pena, dó, tristeza ao ver aquele homem com quem dividiu tantos anos de sua vida. O público, a espera, ansioso por alguma ação que provocasse uma adrenalina, coçava a cabeça e mordiam as unhas. O público vaiava como um torcida. Alguns tiravam fotos, outros xingavam os jogadores.
Nesse nem chove nem molha, Pinduca tomou a frente e se ela ficasse calada ou ele pedisse desculpas mais uma vez, provavelmente a sua mulher, baixaria a cabeça, envergonhada, e voltaria calada para a casa, possivelmente faria o jantar do marido como sempre fez, tomaria um banho, limparia o machucado e, como em todas as outras brigas, fariam amor ao se deitar.
Mas, Pinduca fez diferente. Ao chegar em frente a mulher, seus olhos demonstravam o ódio causado pela exposição no bairro e a afronta dela em ir tirar satisfação. Ele agarrou fortemente um dos braços dela e disse rosto com rosto:
- O que cê veio fazer aqui mulher? Veio me afrontar é sua... ? Não tá vendo que todo mundo tá vendo você desse jeito, todos os clientes do bar. Quer me denunciar pra polícia? Pois hoje, depois do expediente, você vai me esperar em casa, no quarto, de banho tomado, porque você vai aprender a não me desafiar, nunca mais, nunca mais... Cada lugar do teu corpo terá uma marca.
Após terminar a frase, imediatamente após a última frase, ele soltou o braço da mulher. Ela fixou um olhar de estranha frieza. E, enquanto o marido falava a última frase "...Cada lugar do teu corpo terá um marca" levemente observou a rua cheia de carros e retornou a olhar para o marido ao fim da frase. Mirava-o, naquele momento não se lembrava de nenhuma bondade do marido, dos tempos de romantismo, do nascimento do filho, em nada. Mirava-o e calmamente disse no fundo dos seus olhos " Você nunca mais vai encostar um dedo em mim e em ninguém seu desgraçado. Vai pro inferno".
Pinduca não teve nem tempo de responder. A mulher, maliciosamente, avistou a vinda de um ônibus circular na avenida e com os dois braços, empurrou o marido que estava sobre o meio fio da rua. O choque foi inevitável. Pinduca foi arremessado por vários metros e teve morte instantânea no local. A mulher, ficou ali, imóvel e estática no lugar que atirou o marido. Foi levada alguns minutos após para a delegacia.
Os dois homens da aposta, logo após a retirada do corpo, foram beber a cerveja apostada no bar concorrente do Pinduca. Lá lembravam os fatos ocorridos e relatavam o caso como se fossem comentaristas de segurança, além de dizer da vida e morte, dos podres e dos goles, dos sambas e dos torresmos com mandioca do falecido Pinduca. Também diziam ao Jonas, proprietário do concorrente, que este assumiria a freguesia do bairro e cresceria proporcionalmente. A notícia deu em vários jornais e canais televisivos. Fotos e imagens de celular foram compradas e mostradas em primeira mão.
13 de abr. de 2012
5 de abr. de 2012
A Janela do Dia Segunda no Ponto
Estava andando de ônibus coletivo na
capital um dia desses e ao sair, percebi que havia preso na
sola do meu sapato uma folha de papel. Neste, havia um texto escrito
por alguém, sem assinatura. Me parecia incrível que aquele papel estivesse ali
ainda, visto a condição encontrada. Foi difícil entender algumas palavras, quase apagadas. Estava apenas intitulado “A janela do Dia Segunda no Ponto”. Reproduzo-a na íntegra:
“
(...)
Tudo acontece rápido. Início e fim de
cada dia, início e fim de tudo. Passo mais tempo dentro deste ônibus do que com
a família. São de 06 a 09 horas diárias, são três linhas a cada ida ou vinda. Minha filha disse que era para escrever um texto sobre o que vejo sentado em um banco de ônibus. E na rotina de cada dia, de muitos dias, de milhares de horas acumuladas como se fossem uma espécie de sentença, prisão do tempo, não se tem muitas novas.
Pra Si, com amor e carinho
Pra Si, com amor e carinho
São tantos rostos e tantas rotas, a realidade ou a falsa realidade criada, as insignificâncias e alegrias de cada um (de um jeito ou de outro), gente de todo lado, gente que de longe parece
longe da gente, longe de tudo. No ônibus passo o maior tempo da minha vida,
coisas do trabalho. Vejo os momentos e instantes de encontro e de despedida,
realidades de confronto e de acolhida, muita propaganda e publicidade,
pichações sobre tudo que é concreto, acidentes e acessos de carros. A casa sendo erguida e o debaixo
da ponte, um irmão vendendo água nos pontos de embarque, as meninas esguias que vão correr ao fim de tarde, o amontoado de
pessoas de todas as raças no sinal ao lado, o senhor pobre que trabalha na
grande obra, até no feriado de sexta feira santa, comendo uma quentinha, aspecto magro e inocentemente feliz. As passarelas sobre os carros e as antenas de televisão sobre o
teto de tudo que é chamado de casa, o olhar cansado do trocador e o campo de terra de todo
mundinho, o cumprimento dos motoristas no farol, as praças e igrejas no centro de todo
lugar, os carrinhos de churros e os de burros, os pontos de táxi e os pontos da
noite, um cristo e uma placa a cada entrada, as pessoas com pressa, a boca
cheia de coca (nada é de graça), a menina que não tira o olho do rapaz de camiseta rosa, as
frases de desconto e de promoções na ponta de estoque, os cartazes dos shows da semana, os anúncios de formação
profissional e das casas de empréstimo popular, os vendedores de picolé e da fé, as carroças
resistentes que vislumbram um lugar ao sol na avenida principal, o casal que de
mãos dadas caminham pelas tantas, as franquias, os parques, os mananciais de
bosta, as cercas elétricas, os aglomerados da massa, uma garota que segura
firme seu par na moto ao cruzar o sinal vermelho de trânsito em alta
velocidade, como se isso fosse ajudar em alguma coisa.Entre carros, caminhões, bicicletas, pessoas e meu olhar, vejo um cachorro de rua comer um rato morto; o olhar de mais um que se cruza ao meu, um homem que chora por outra janela, as pessoas que se juntam ao final de um dia de trabalho e esperam, agora ansiosas, para
entrar em um ônibus e retornar as suas casas, beijar seus amores, jantar, namorar e ver o
jogo ou um filme se não estiver muito cansado, antes de desmaiar até as quatro,
quando o despertador do relógio irá tocar para mais um dia recomeçar.
(L.C)
15 de mar. de 2012
Munição de Soul Funk
Capa do albúm Spank Wilson e The Quantic Soul Orchestra - I'm Yhankful (2006)
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